Twitter – What are you doing?

Artur Schopenhauer não usaria o Twitter. O grande e conhecido filósofo polonês era um cara totalmente solitário e não gostava de amigos, detestava compartilhar seus sentimentos e emoções pessoais sobre as coisas a seu redor. Poderia ter um blog, creio, mas sob a forma de diário pessoal, privado, com senha para leitura que só ele teria. O Twitter, além de encejar compartilharmento, também limitaria o nobre e conturbado Athur nos seus devaneios por ter um limite de caracteres por “pitaco”. Ele falava bastante, afinal, era filósofo.

Nós não somos Arthur Schopenhauer e gostamos de falar, de compartilhar, de dizer o que estamos fazendo, de fazer-nos visíveis para as pessoas, lhes causando e pedindo respostas de afeto, de compreensão, atenção. Somos seres sociais e por mais nerds que sejamos queremos compartilhar nem que seja qual nosso último gadget adquirido.

O Twitter é mais um serviço web 2.0 style que te permite resumir em 140 caracteres o que você está fazendo. É a proposta do Twitter: o que você está fazendo? Entre os meus seguidores e seguidos, o mais comum são debates (concisos, claro) sobre o que está rolando nas mais diversas esferas da Internet e do cotidiano, até mesmo porque não gosto de desperdiçar meu tempo sabendo TUDO o que meus seguidos estão fazendo naquele momento. Eu falo, vez por outra, que estou comendo uma baita de um sanduíche de peru, me esvaindo de tanto fumar, mas meus seguidores não verão por lá 24h diárias um relatório completo da minha vida. Espero algo recíproco.

Não definiria melhor o Twitter do que a Nospheratt, quando diz que a ferramenta é uma espécie de canal IRC personalizado, e estar em contato direto com gente interessante e inteligente, sem o compromisso do IM. Concordo com por vários motivos:

  • As postagens ou as mensagens, como quiserem, não te obrigam nem te incitam uma resposta. Ela, mais das vezes, não é feita de forma direta e sim pensamentos lançados, quem quiser continuar com o assunto que o faça.
  • Você não tem a intereferência do meio, como ocorre no IRC convencional e até mesmo do Orkut. Não é sempre instigado a participar de games, memes, brincadeiras de toda a sorte e a responder scraps natalinos-lindinhos-powerpóinticos-ho-ho-ho.
  • A iminência de explosões de ego e conflitos se tornam mais difíceis, pela forma indireta de que é tratado o assunto. Em um fórum ou lista de discussão mesmo que moderada, TODOS são obrigados a ler o que você escreve e passar pelos filtros existentes, te gerando uma platéia em potencial. Porque briga só acontece se você tiver audiência, à quem você recorrer sob forma de pescar aliados para defender uma tese ou idéia. Como diz o ditado, enquanto há platéia, há o palhaço.
  • Outro ponto interessante é a limitação de caracteres. Por ser rasteiro, ele te incita a falar SOMENTE o essencial. Se você floodar, ou seja, usar mais de uma mensagem para dizer o que quer, acaba se passando por chato e a “comunidade” é implacável com isso. Então você se preocupa com a utilidade daquela mensagem, sob pena de ser excluído ou “desseguido” (inventei agora), perdendo audiência e a razão de estar lá.

Eu uso alguns critérios para seguir uma pessoa no Twitter:

  1. Que ela fale coisas inteligentes.
  2. Quando ela fugir do critério 1, que me entretenha e me faça rir.
  3. Que ela não use o Twitter como palanque de auto-promoção.
  4. Que ela não fique postando links sem dizer prá onde eles vão*.
  5. Que ela não use-o como plugin do Windows Media Player, que exibe mensagem do tipo “o que estou ouvido”.
  6. Que ela evite HAHAHA’s e HEHEHE’s quando eles POSSAM ser evitados.
  7. Que ela não encare o Twitter como muro das lamentações. Tenho uma má notícia se você faz isso: eu não dou a mínima para o seu “oh! céus, oh! vida, oh! mundo cruel”.

* Uma das modalidades de Twittagem é compartilhar links. Como o espaço é curto, é necessário usar serviços como o TinyURL para resumir os links e sobrar espaço para a explicação deles.

No mais, me adicione no Twitter e verás se eu gosto ou não do seu conteúdo micro-blogueiro retribuindo o follow.

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3 Responses to “Twitter – What are you doing?”

  1. Nospheratt disse:

    O Twitter foi uma das melhores coisas que descobri na net em 2007. É uma excelente forma de networking; conheci gente que não conhecia, estreitei relações com gente que já conhecia, me diverti horrores e participei de discussões interessantes.

    Sem dúvida, a beleza do Twitter está nos olhos de quem twitta. :)

  2. Libanesa disse:

    opa, acho que preciso desse brinquedinho novo. já aderi ao facebook. mais uuuum. vamos lá.

    bjs

  3. [...] Se você não sabe o que é o Twitter, leia isto: Twitter: Considerações Opiniológicas + 15 Fatos sobre o Twitter Twitter – What are you doing? [...]

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