Existem coisas que não cabem a um órgão público. Uma delas é gastar rios de dinheiro servindo cafezinho pra aspones e demais folgas nas autarquias Brasil afora. Mas a pior delas, na minha opinião, são órgãos como Assembléias Legislativas e Senado Federal gastar com propaganda. Pra que diabos o Senado, por exemplo, quer fazer propaganda? O que vai divulgar a campanha? Venda de senadores? Só pode. Não há o que divulgar, todo mundo sabe que existe uma câmara de deputados em todas as unidades federativas, e eles estão lá, pelo menos na teoria, pra servir o público. Não há necessidade de dizer: “Olha gente, existe um Senado!”
Existem propagandas que são essenciais. O Ministério da Saúde se vale de muitas delas para informar o cidadão, geralmente em horário nobre, e não custa barato. A campanha da vacinação contra a Rubéola, tão em voga no momento, por exemplo. Faz toda a diferença.
Outra que me chamou a atenção não só pela utilidade, mas também pela criatividade, vem do TSE. Aliás, outras, porque são vários comerciais circulando em diversos horários ostensivamente. O primeiro que assisti foi a do rapaz que pára com o carro num cruzamento de uma ferrovia. Assista:
Tem também a do cometa e da lamparina…
Existem, ainda, outras versões. Não achei no YouTube, mas são tão criativas e até melhores que estas duas.
A mensagem que o TSE quer passar é importante. Por mais que eu não acredite que isso seja suficiente pra que a grande massa da população mude ou comece a pensar um pouco melhor na hora de escolher um candidato, é válido. Não é um dinheiro gasto à toa. Uma parcela, com certeza, vai ser “tocada” pelo vídeo e entender que dia das eleições DEVE ser tão sagrado quanto uma final de Copa do Mundo, um momento a ser comemorado não somente pela democracia, que seria a OPORTUNIDADE de escolhermos nossos representantes, mas pelo DEVER CÍVICO de fazer isso, para nós e para o coletivo. Discordando, sim, combatendo princípios errados e refutando idéias furadas, SEMPRE, mas fazer não pela obrigação de apertar duas ou três teclas da urna eletrônica e não levar multa, e sim pelo DEVER.
Há uma linha tênue que separa uma OBRIGAÇÃO de um DEVER, e vai além de características gramaticais e fonéticas. A maioria não está nem aí, é claro, mas eu gostei. E senti-me um pouco menos trouxa por financiar com o dinheiro dos meus impostos pagos uma propaganda criativa, inteligente e útil.
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Tags: campanha, eleições, propaganda, tse, TV
Daniel, assim como você, eu tenho de admitir que, de todas as campanhas lançadas pelo TSE, a dessas eleições foi a mais criativa, inteligente e até mesmo, engraçada.
Pena que a grande maioria da população não vai se sentir “tocada” pela camapanha.
A campanha é muito boa e criativa mesmo. Mas não sei se a criatividade não foi em excesso. Pois, com um povo sem instrução nenhuma que possuímos, serão poucos que entenderão ou tirarão algum proveito.
Belos post Daniel.
O POVO, não é burro, Fagner!
O POVO, só não tem escolha… e não ter escolha é muito pior que não ter instrução!
Realmente essas propagandas estão de muito bom gosto, criatividade e utilidade em alta.
com essa grana gasta em propagandas inuteis o governo mantem a mídia na rédea curta, afinal é o maior anunciante brasileiro.
Estas duas que você citou são as melhores, fico na dúvida qual gosto mais, quanto aquela da abelha…não gostei!
Foi muito criativo realmente.
Abraços.
Não é burro mesmo, e sim ignorante o que é ainda pior.
Criativas??? Boas??? Meu Deus…Horríveis isso sim, chatas, excessivas, longas, cansativas, …Depois de assistir uma vez, tornam-se um perigo para o canal que estão sendo veiculadas, pois forçam o click imediato do controle remoto(como o chato das casas bahia,que não deixava ninguém ver as promoções, era ele aparecer no vídeo e mudavam de canal)…Com essas peças acontece o mêsmo! Podem apostar, é uma opinião comum…Gênios da publicidasde,quanto custaram essas maravilhas”cinematográficas”, criativas, aos cofres públicos?????Afinal de contas, eu paguei, gostaria de saber?
Gente, pra mim, essa campanha é rídicula e ineficiente.
Ninguém fica 4 anos esperando um trem passar; ninguém fica 4 anos chorando ao ouvir um celular tocar; ninguém fica 4 anos andando em círculos…
O Washington Olivetto foi muito infeliz nessa criação.
A campanha poderia associar coisas do dia a dia para que o eleitor comum, a grande massa, pudesse de fato ter noção de que um voto errado causa coisas que, verdadeiramente, prejudicam sua vida e a vida da comunidade.
Já pensaram em 4 anos sem água na torneira?; 4 anos sem asfalto numa rua?; 4 anos sem remédio no posto de saúde?; 4 anos sem merenda escolar?; 4 anos sem iluminação pública?; 4 anos sem o lixo ser recolhido?
Essa campanha não passa de peças “engraçadinhas”.
As propagandas são gratuitas. O tempo que elas tem na televisão está previsto em lei. Não há gasto de dinheiro público com isso. A agencia de publicidade que a produziu – W/Brasil – não cobrou pelo trabalho.
O realmente preocupante é o fato de que as propagandas sugerem que a única ação política possível para a população é o voto. E que se o candidato eleito for, poderá fazer o que bem entender durante 4 anos.
Seu celular toca uma música que te faz chorar? Troque de celular! Reclame com a operadora!
É direito do cidadão. ISSO é democracia.
A grande eficiência de uma mensagem inteligente(publicitária), está na síntese de sua construção em detrimento da objetividade alcançada pela mensagem. Infelizmente, nestas peças ruins, observamos o contrário, quase uma “piada com bula”, ou seja,um certo descaso com o veículo(curto espaço de tempo,alto valor a ser gasto -televisão)observa-se um extenso discurso construtivo, que confunde e dificulta a mensagem que deveria ser objetiva(eficaz).Mas compreendendo a vaidade de quem a costruiu, faz sentido,parece existir uma preocupação maior com a “textura”,com a “fotografia”,com o “conceito cinematográfico, mais do que a “mensagem”".Senhores, cinema é pra quem faz cinema,é coisa pra Fernando meirelles,José Padilha entre outros…E crítica também é parte fundamental da democracia!Não aceitá-las é o que não faz sentido em ambiente plural e democrático, ainda mais em ambiente de concessões públicas(canais televisivos).
São ruins mesmo!
Em síntese: As peças são ruins.O que se entende por “publicidade e propaganda”, não é o que estas peças ruins propõem.Tendo em vista que não atingem o Target(povão).Refletem sim, o exercício de “meninos mimados”(amigos dos poderosos), fazendo uso(gratuito) de veículos e acessos a produção, exercitando seus egos, mostrando o quanto são “bons”…Fazendo cinema…(não propaganda).Mas “polindo muito mais suas auto imagens, do que demonstrando competência ao apresentar resultados. Ou seja..Olha, a campanha é uma merda, mas sou capaz de fazer coisa melhor, vide a qualidade cinematográfica do que fiz!Usei na verdade este espaço, pra me promover, e fôda-se a mensagem!
Péssimos publicitários, ótimos “aspirantes” a cineastas.Mas vão ter que estudar um pouquinho mais pra atingir seus objetivos…Haja leão de ouro pra alimentar essa frustrada vaidade desenfreada! E em prefeita sintonia, desmorona o nível de nossa qualidade em propaganda, graças aos mitos que mais lubrificam sua alto imagem de mito, enganando e ludibriando a opinião pública(guanaes e olivetos associados)…Que mais se vendem como produtos do que os produtos que realmente deveriam vender.
Graças a Deus! Fomos ouvidos! Lavinia Wlasak.Linda, objetiva, direta. Retiraram as porcarias do ar! Que bom!
Estava mesmo estranho, uma campanha que só era aplaudida e aprovada por publicitários!Todas as outras pessoas detestaram as “geniais e criativas” peças…4 anos é muito tempo…Com peças assim..de fato,é muiiito tempo!!!!
Verdade…Também achava que esta campanha, era um fiasco, mas não tinha coragem de assumir!! Mas por esta ótica, concordo, faz sentido!