Recentemente o jornal Estadão fez uma campanha publicitária onde coloca em cheque a credibilidade dos blogs como geradores de conteúdo e informação correta, comparando seus editores à macacos que nada mais fazem do que copiar e colar informações colhidas no mundo digital. A blogosfera que se auto intitula como geradora de conteúdo relevante ficou em polvorosa e rebateu as críticas.
Para entender mais do que se trata, veja a propaganda do Estadão criada pela agência Talent no YouTube:
[video]http://www.youtube.com/watch?v=vTA26q7zlE4[/video]
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Em nenhum momento vi alguém do outro lado – o da mídia tradicional – se manifestar. Entrei em contato, então, com Filipe Serrano, jornalista do Caderno Link do Estadão e o mesmo aceitou conversar comigo sobre o assunto. Achei interessante colher a opinião dele uma vez que o caderno em que ele escreve fala também acerca de blogs, blogueiros e assuntos correlatos.
Em tempo, reproduzo aqui palavras do próprio Filipe, que se dispôs a fazer a entrevista como PROFISSIONAL e não como funcionário do Estadão:
Primeiro gostaria de deixar claro que NÃO falo em nome do Estadão ou mesmo do caderno Link. Trabalho para a empresa, mas respondo de acordo com a MINHA visão de um jornalista da área – há 1 ano e meio – de tecnologia. Por favor, deixe isso claro.
Dadas as devidas circunstâncias, vamos à entrevista.
Blog do Becher – Recentemente a Agência Talent fez uma campanha para o Estadao.com.br e, na propaganda, eles comparam os blogueiros brasileiros à macacos que nada mais fazem do que copiar e colar desmerecendo a qualidade dos mesmos. Você, como jornalista do caderno Link do Estadão.com.br, concorda com a propaganda, ou seja, você acha que a blogosfera brasileira é, via de regra, composta por macacos replicadores de material de baixa qualidade?
Filipe Serrano – Não acredito que a blogosfera se resuma a replicação de informações de baixa qualidade. A comparação feita pela campanha publicitária foi infeliz e atingiu blogueiros que devem ser inclusive consumidores de notícias tanto do jornal quanto da versão online do Estadão. Mas não acho que a empresa esteja fazendo campanha contra os blogs, como se disse por aí. Uma propaganda não deve ser encarada com essa seriedade, ou você acredita em tudo que um anúncio diz? O jornal não fez nenhum editorial contra blogs para que as pessoas comecem a acreditar nessa idéia. Imagino que o objetivo dessas peças publicitárias era dizer que há muita informação não-confiável na internet e que no site do Estadão é possível encontrar material de qualidade. Isso não deixa de ser verdade, mas citar blogs de maneira generalizada para exemplificar a falta de qualidade das informações da internet não é uma atitude de alguém que entenda do fenômeno “jornalismo cidadão” da web.
BB – O Estadao foi um dos primeiros meios de mídia tradicional, como dizemos, a entrar na Internet ficando online no início da década de 90, antes mesmo do surgimento de outros grandes portais conhecidos. Você acha que essa campanha surgiu de alguma espécie de “medo” que o portal tem de concorrência na audiência? Há uma concorrência entre portais e blogs?
FS – Para as duas perguntas, a resposta é: de jeito nenhum! Primeiro, como já falei, não é uma campanha do jornal contra blogs, mas, sim, um anúncio.
Segundo, todos os veículos de comunicação, sem exceção, têm medo de perderem a audiência para a internet. Emissoras de TV sabem que as pessoas com acesso à web já passam mais tempo no PC do que assistindo TV. As rádios temem a concorrência dos portais de notícias. E os jornais, por sua vez, se assustam ao ver que as notícias podem ser lidas em sites informativos pouco tempo depois de acontecerem. Enquanto que o jornal perde sua validade em termos de informação diária porque quando chega à casa das pessoas, elas já viram na web o que aconteceu no dia anterior. Esse é o verdadeiro medo.
E por isso há uma necessidade de se reinventar a linguagem dos jornais impressos, ao mesmo tempo em que as empresas investem cada vez mais em informação online para não perderem seus leitores. Se a bomba explodir, é melhor ter um abrigo bem protegido, não é? A verdade é que os portais de notícias dos mesmo grupos de mídia tradicional são os sites mais procurados pelos internautas quando querem se informar. Tudo por causa da credibilidade criada por eles em décadas de existência.
Nos EUA, se fala em uma concorrência maior com blogs porque lá eles conseguem apurar algumas notícias assim como os veículos de comunicação, ainda que não com a mesma variedade. No Brasil, até onde eu tenho acompanhado, os blogs ainda não ganharam essa força, seja por falta de iniciativa dos blogueiros ou pela credibilidade deles perante a sociedade enquanto fontes de informação confiável.
Recentemente estive em um evento que se discutiu se havia concorrência dos blogs ou não. Os estudiosos presentes acreditavam que não – opinião que eu também compartilho. Os blogs tem uma função e a mídia (jornais, revistas, portais, TVs, rádios) tem outra. Eu mesmo passo mais tempo navegando em blogs do que lendo jornal, mas sei que só vou conseguir acompanhar as notícias completas por meio do papel cheio de tinta. Ou você já viu algum blogueiro (que não seja jornalista) investigando as denúncias de corrupção contra a Infraero? Ou mesmo entrevistando ministros? Poderia acontecer, claro, mas atualmente não existe.
BB – O Estadão não gosta de blogs. Não fosse assim, eles não teriam generalizado na campanha publicitária imputando aos blogueiros a figura do macaco que automaticamente – e sem discernimento – copia e cola conteúdo. Mas o Estadão também hospeda blogs ( http://render.estadao.com.br/blogs/). Seriam eles também macacos? Por quê a controvérsia?
FS – Quem disse que o Estadão não gosta de blogs? Sei que parece que esteja defendendo o jornal, mas não conheço qualquer campanha publicitária que reflita opiniões dos anunciantes. Os blogs são um fenômeno porque são escritos de forma mais pessoal e sem um controle editorial rígido. Esse é o grande poder deles. E também têm sido mais usados como espaços para compartilhar interesses e opiniões. Os veículos de comunicação têm investido em blogs porque sabem que dessa forma conseguem se aproximar mais do público, mas ainda assim, são poucos blogs de qualquer veículo que dão notícias em primeira mão.
Conheço muitos blogs, de jornalistas ou não, que basicamente copiam e colam informações que viram em outros sites. Mas isso não faz perder a relevância. Se os leitores do blog visitam-no porque gostam dessas informações e sabem que o blog faz um filtro de material do seu interesse, não tem problema ficar replicando informação. Tudo depende da proposta do blog. Também existem muitos que copiam e colam, mas agregam alguma opinião, comparam com outros acontecimentos antigos, acrescentam um vídeo sobre o tema e etc.. isso vai deixando o blog mais rico e, particularmente, são esses que mais gosto e dou valor.
BB – O caderno de tecnologia do Estadão, Link, apóia esta campanha?
FS – Não sei. Não falo em nome do Link.
BB – Você, como jornalista, encara de que forma o blog como forma de criação de conteúdo relevante?
FS – Acho que o mais legal dos blogs é justamente o filtro que fazem e as suas opiniões. Por exemplo, se eu gosto de rock e acompanho diariamente um blog que fala sobre bandas do tipo, é porque sei o blogueiro tem um gosto parecido com o meu e vai me trazer dicas de artistas diferentes. Se eu li no jornal que tal banda lançou um novo álbum, vou ao blog para saber a avaliação dele do disco. Então escuto as músicas e crio a minha opinião, que pode ser diferente ou não. Como já falei, o maior poder dos blogs é falarem com um público mais segmentado e de uma forma mais pessoal.
BB - Você tem um blog? Se não tem, teria?
FS – Sim, faz um mês que virei blogueiro, mas não com o propósito de informar sobre algum tema específico. Meu blog é mais pessoal, é para compartilhar coisas que encontro e fazer algumas reflexões.. Não é para noticiar nem nada, mas só um canal livre que me dá prazer.
BB – Qual resposta você daria, se fosse blogueiro, em face desse cenário?
FS – É difícil dizer porque tenho a visão lá de dentro.
BB – E o que você diria à parcela da blogosfera que, hoje, está triste com o Estadão pela infeliz campanha de marketing realizada?
FS - Diria para não acreditarem em publicidade e para não deixarem de ler o jornal. Tem muito jornalista bom lá dentro ligado na importância da blogosfera e que não compartilha dessa falta de tato do anúncio.
Becher,
Meus parabéns pela idéia! Foi muito bom saber a opinião de alguém lá de dentro, mesmo que ele tenha ficado um pouco com pé atrás de responder algumas coisas, o que é normal, visto que poderia correr alguns riscos.
Grande abraço
Becher,
é esse tipo de iniciativa que o próprio Filipe disse que falta na blogosfera brasileira. Correr um pouco mais atrás da notícia…
Parabéns mesmo!
abraço
Parabéns! Muito bacana as respostas do Filipe e a tua iniciativa.
[...] seja – qual era a chance de outras pessoas saberem do seu problema, ou mesmo se envolverem nele, ou ouvir o outro lado? No máximo, se fosse algo muito, mas muito, revoltante você seria entrevistado por alguma TV e [...]
Meus parabéns, Becher, adorei a entrevista!
Exatamente, correr atrás da informação é uma coisa que ainda falta aos blogs. E foi isso que você fez.
Parabéns! Mas o que falta agora é uma posição oficial do estadão a respeito da campanha..
Abraço
Becher,
Parabéns pela iniciativa, são atitudes como essa que valorizam a blogosfera, trazendo mais credibilidade e conteúdo.
Abraço
A entrevista é mesmo muito bacana. Parabéns, Becher.
Só acho esquisito essa colocação dele ‘Não acreditem em publicidade’. Achei um tanto contraditório, mas enfim… Talvez era melhor ele ter se colocado somente como ‘Não levem a publicidade tão à sério’.
Becher
Parabéns. Uma boa idéia maravilhosamente executada merece todos os elogios.
Parabéns também ao Filipe, pela clareza.
Acho que concordo com a MaWá: não é pra levar publicidade a sério, mas o trem faz parte do “complexo” da comunicação e vira informação também.
Tentei entrevistar alguém da Talent, mas ainda não obtive resposta. Ou não são afim ou não deram confiança. Ou se amoitaram.
[...] Polêmica do Estadão: Entrevista com Filipe Serrano – sobre a propaganda difamando valor dos [...]
Parabéns pela entrevista, meu caro! Ficou muito boa, e nos esclareceu muitas coisas.
Achei bem legal a sua inciativa de entrevistar alguém do Estadão, pra saber o que ele está pensando dessa confusão toda. Concordo em vários pontos com o Felipe.
Show de bola! Gostei bastante, a opinião dele foi bem interessante, uma vez que ele analisou os dois lados da questão. Enfim, nada melhor do que um bom diálogo.
Gostei da entrevista, boa iniciativa essa.
Só não gostei, como estudante de publicidade, da frase “não acreditem em publicidade” , acho que podia ter sido melhor colocada ela, entendi a mensagem que ele estava passando, mas houve uma construção inadequada da frase.
Mas excelente inciativa, fiquei sabendo recentemente dessa campanha do estadão e gostei de ver a entrevista
Não que eu concorde que blogues tenham que fazer jornalismo (uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!)… mas a idéia de conversar/entrevistar um jornalista do Estadão foi genial e excelentemente implementada…
Pois blogues são conversações e elas devem ocorrer com o máximo de visões diferentes!
Parabéns ao dois!
Parabéns. Ótimo saber que a blogosfera quer ouvir os 2 lados da moeda.
[]s
Filipe
AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER,
LEIA A DOS ÍNDIOS.
Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova
campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou
totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado
por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das
peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe
que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado.
Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma
falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito
de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web.
No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o
macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a
reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu.
Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de
contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois
ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma
coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram
essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto,
tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo
parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois
usam os termos “página” e “site”.
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de
credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites,
blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente
, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente
virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir
desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será
que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram
uma campanha difamatória aos publicitários o fato
de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na
distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da
internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas,
baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do
Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de
clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram
a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as
regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível ,
inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como
uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos
sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer
cidadão de bem.
João Livi
Diretor de Criação- Talent
joaolivi@talent.com.br
[...] rebuliço na Blogosfera. Eu fiquei alheio à esse bla bla bla todo, até que cheguei a um artigo do Becher, através do qual eu, além de me colocar a par do que era essa polêmica toda, pude ver o tal [...]
[...] Becher conseguiu uma entrevista com Fillipe Serrano, jornalista do Caderno Link, do Estado. Fillipe concorda que a campanha foi infeliz, e diz que [...]
Ótima entrevista, Becher. E eu já estava esperando uma resposta do tipo, vinda do pessoal da Talent. Bem politizada e que fala muito e não explica nada. O conteúdo que está no limiar do entendimento é explicito e não custaria nada para eles simplesmente assumir que foi uma campanha infeliz.
Eles estão apenas querendo separar o joio do trigo, afinal, o veículo de mídia para quem eles fizeram propaganda nunca errou, nunca publicou um hoax como sendo verdadeiro, nunca caiu em uma “pegadinha” do CocadaBoa, nunca publicou uma notícia sem verificar a fonte, eles são perfeitos, tá, agora vamos falar sério.
A campanha foi sim difamatória, mostrando apenas o lado ruim da internet e dos blogs, se for pra mostrar apenas um lado, vamos mostrar os erros do estadão (que são muitos) e falar que é um jornal em que não podemos confiar, assim damos a desculpa de que estamos apenas separando o joio do trigo, que os jornais irão se dividir em duas vertentes, uma manipulada por empresas, governos e pessoas, e que mostra um lado “negro” das coisas, e outro que mostra um lado “luz” da coisa (o cara acha realmente que é o Yoda do Guerra nas Estrelas?).
A campanha foi mal formulada (incompetência da Talent, provavelmente), não há como negar, pois a informação que deveria ser passada não foi entendida por quem escreve em blogs (que normalmente sabem ler e entender um texto), imagine então pelos analfabetos funcionais, que existe aos montes na internet.
O mais sensato seria fazer uma nova ação publicitária e jogar a atual no lixo, ao invés de ficar tentando corrigir.
Um ótimo “gancho” publicitário seria refazer a publicidade deles e fazer uma cobertura inteligênte do BlogCamp, assim eles pelo menos mostrariam um pouco de respeito por nós, bloggers, e não “macacos que utilizam copy/paste”.
[...] sob o ponto de vista de alguns, e uma oportunidade única, sob outros pontos de vista, a partir da polêmica criada pelo jornal O Estado de São Paulo dias atrás e que culminou em buzz nacional e [...]
Becher, relevante esta sua iniciativa. Parabéns! O Alessandro Martins entrevistou no “QueroTerUmBlog” o Diretor de Criação da Talent e esta sua entrevista acaba complementando aquela. Por isso que declaro amor incondicional à blogosfera…rs.
Como disse lá, digo aqui: compreendo os argumentos defensivos do Grupo Estado, em que pese saiba que seu entrevistado fala aqui em nome próprio e não da organização para a qual trabalha. De todo modo, vamos e venhamos, tem a visão interna e isto é alguma coisa que sempre passa nas respostas às suas bem formuladas perguntas.
Enquanto blogueiro por hobby, advogado por profissão e ex-Gerente de Marketing de uma instituição financeira antes de me tornar profissional liberal, penso de maneira diversa daquelas posturas que li nesta e na outra entrevista que mencionei.
Conjugo a experiência das minhas três atividades nessas considerações que farei.
Nenhuma empresa precisa se indispor com parcela do seu público-alvo para promover um produto. É burrice e não leva a nada positivo. Desencadeia uma série de reações adversas (defensivas mesmo) por parte dos eventuais ofendidos. A meu ver, a Talent errou feio e o Grupo Estado errou ainda mais porque ele é o anunciante. Criou uma celeuma desnecessária, acabou fazendo o Marketing Destrutivo e arcará com as conseqüências disso diante dos seus leitores e prospects. Alternativa sensata seria tirar a campanha do ar, substituindo-a por outra conciliatória, não necessariamente um pedido de desculpas, porém, capaz de passar a mensagem de que não pretendia ofender a blogosfera.
Como advogado, afirmo que o Grupo Estado ofendeu direitos inalienáveis, discriminou, generalizou e está sujeito a processos para que se veja coibido de prosseguir veiculando a referida campanha. Não há dano moral vez que o anúncio não ofemde pessoalmente a algum blogueiro. Há possibilidade de ressarcimento de danos materiais, desde que o editor prove que a campanha afetou os seus lucros (probloggers) na medida em que diminuiu o acesso ao seu blog (prova muito difícil de ser constituída porque o declínio teria que ser altíssimo e ter nexo causal direto com o anúncio do Estadão).
Como editor de blog, sinto-me ofendido pessoalmente e coletivamente, tanto que deixei de acessar o Portal Estadão depois que tomei ciência da campanha. É a minha resposta pessoal a eles. Sei que não fará qualquer diferença, porém, não mais o acesso e uso outros portais.
É o que penso.
Forte Abraço,
Mário.
[...] rebuliço na Blogosfera. Eu fiquei alheio à esse bla bla bla todo, até que cheguei a um artigo do Becher, através do qual eu, além de me colocar a par do que era essa polêmica toda, pude ver o tal [...]