A frase tem origem anarquista, deve ter um contexto que eu desconheço pois ainda estou pesquisando e não encontrei. Mas dou-me ao luxo de pular porque não é o objetivo do post falar dela, ou sobre anarquismo. Aliás, anarquismo é algo que o público alvo da minha crítica não sabe nem sequer deve ter esquentado banco de escola pra aprender.
Mas o teor da frase, em sentido literal, lhes parece muito aprazível. Uns porque vêem seus calos sendo pisados com alguma moléstia social e outros apenas para engodar as entrevistas na TV como bem descreveu o Rafinha Bastos.
Primeiro, uma mãe desesperada cedendo entrevista para o noticiário das 12h porque hoje começaria o ano útil para a creche do seu filho e não vai poder contar com o tal serviço público municipal, tendo que levar o pequeno desassistido junto consigo nas sua atividade laborativa.
Eu realmente acho que pagamos impostos suficientes pra termos serviços de primeiríssima qualidade (e olhando de um certo ponto de vista até temos, principalmente se compararmos com países da mesma categoria). Mas ficar nessa punhetação de que “eu pago imposto, quero serviço” não adianta. Pricipalmente se não fazemos isso na época que realmente devemos fazer, que são as eleições. Depois é fácil aparecer na TV pra Rosescheylla comentar na repartição no dia seguinte. O problema de falta de creche e escola pública de qualidade é atávico. Não é de hoje. Muito provavelmente quando esta nobre senhoura abriu suas roliças coxas, já não existia a creche.
Então ela tem três opções: fechar suas roliças coxas, usar um método contraceptivo ou chorar as pitangas. Indiretamente elas preferem chorar as pitangas, via de regra.
Porque chega dessas masturbações filosóficas de porta de boteco, minha gente. Chega desse papo que o governo isso, o governo aquilo. Se não tem creche e você não pode pagar por isso, ou não pode viver às custas do marido, FECHA A PORRA DA PERNA.
Depois, um cara nascido no Paraná, estupefato após presenciar um tiroteio num bairro nobre (eu discordo) da capital, diz sem qualquer pudor que a cidade “não é mais a mesma”. Porra, paranaense! É matemática e lógica! A cidade tem pouca grana e grande potencial. Vem gente de fora trazendo dinheiro. Ela continua cheia de potencial e agora tem dinheiro. Em suas bagagens, bem ou mal, vem ladrões, traficantes, vagabundos de toda sorte.
É sua culpa. Sou xenófobo? Claro que não. Florianópolis só é o que é hoje por causa dos gaúchos, paranaenses, paulistas, brasileiros de todos os rincões. Mas é a lei da causa e efeito.
O que me irrita é essa masturbação, essa punheta em looping infinito sobre o governo isso, o governo aquilo. No cu dos outros é refresco, meu camarada.
E o pior é saber, que a maioria que culpa o governo é a mesma que não vota sem um in$entivo. Ponto.