Vocês conhecem o Analista de Bagé? Personagem criado por Luis Fernando Veríssimo, já faz parte do folclore riograndense, mas que muy bién retrata a estampa do índio xucro nascido naqueles pagos. Quando uma das formas ortodoxas (freudianas uma barbaridade, sustenta o doutor!) não dá certo com um paciente, ele tenta apelar para alguns subterfúgios; alguns deles estão no dito popular de Seo Adão, pai do analista. Um dos adágios conhecido do velho Adão é que, rimando, “Puro-sangue ou bagual, a bosta é igual”.
Não é nenhuma pérola da escatologia, Adão quer dizer o mesmo que dizia minha finada avó: a nossa merda é igual a de qualquer famoso, não somos menores, via de regra, que eles.
Mas dou esse volteio e não digo pra que venho. Alias, agora digo: estava vendo a lista de exigências da cantora Madona, quando veio ao Brasil recentemente.

Madona pediu aos organizadores dos seus shows no Brasil, nada menos que uma suíte presidencial na cobertura do Copacabana Palace com espelhos espalhados. Pediu ipod, fax, TV de 42′ (plasma), ventilador gigante. Lavadora de louças, mesas e cadeiras para funcionar como lanchonete próximo ao seu quarto (já deu pra notar que ela quis um andar só pra ela). Em todos os ambientes que passaria, ela pediu spray de Vanilla. Pra comer, só carne de NY ou Londres, nada local. Frutos do mar, apenas animais com barbatanas e escamas (um bobó de camarão estava fora do cardápio).
Na garagem, ela quis um Audi A8 pra ela e um Q7 para os filhos (ambos blindados). Para os seguranças, a cantora solicitou nada menos que cinco audis A6.
Como se não bastasse tanta extravagância, apenas 13 pessoas poderiam ter acesso à ela. Ninguém mais fala com a beldade, que caga e peida igual a nós, reles e pobres mortais.
O que eu mais acho engraçado nessa história toda, é que o artista passa anos tentando construir uma imagem às custas do povo. É o povo que compra os discos, é essa gente das mais diferentes classes sociais e cores de pele que gera a demanda necessária para o sucesso. E quando atinge o mais alto patamar da fama, ignora o povo, esbanja na cara dos fãs e dá uma banana pra quem quiser, mesmo que distante, uma foto exclusiva.
É por essas e outras que eu não curto música desses cabeças-de-pinto. Eu gosto de artistas de verdade, aqueles que vão onde o povo está. Não só quando é oportuno pra firmar na carreira ou coisa desse tipo.
A mais pura verdade. Lembrei até de uma passagem da minha infância quando disse a uma freira que Jesus ia ao banheiro como todo mundo… Peguei uma semana de suspensão (rs)
Mascarados. Quando precisam do povo se derramam…
Ela esquece o tempo em que posava pelada por um punhado de dólares, hehe…
Aliás, até o irmão da estrela anda reclamando da moça, digo, da velha…
http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL642114-9798,00-EM+LIVRO+IRMAO+DESCREVE+MADONNA+COMO+UMA+PESSOA+MANIPULADORA.html
Adoro essas cenas de amor entre irmãos, verdadeiras demonstrações de carinho de encher os olhos de lágrimas…
RÁ!
Isso me faz lembrar um dia em que em uma viagem de ônibus, antes de sair da rodoviária uma freirinha foi ao banheiro. Ela empesteou o ambiente de um jeito que todo mundo ficou jurando que ela estava expulsando o próprio demônio de seu corpo…