Dormi fora do horário. Perdi o sono nesse domingo e adentrei segunda-feira pelas beiradas, com ares de quem não quer nada, fazendo limpeza nos servidores que administro e olhando os papos no Twitter. O defunto do Oscar que ora enterrava-se com o choro nada velado das viúvas de Avatar ainda nem tinha esfriado quando comecei a ser bombardeado com o assunto que, não poderia ser diferente, seria o prato principal deste início de semana útil: dia internacional da mulher.
E não é a toa que eu deixo as iniciais em minúsculo. Estou chateado com isso. O Twitter me deixa inseguro, me deixa ansioso demais com as opiniões muito extremas. E apesar de concordar que é experimentando os extremos que a gente encontra o equilíbrio, me chateei. Escutar muitas opiniões dessa forma me faz ficar em cima de um muro cheio de cacos de vidro e cerca elétrica mais das vezes, principalmente quando um assunto divide tanta gente que sigo. Algumas mulheres se encantavam com quem desejava “Feliz Dia da Mulher”, outras, com cartazes e bandeiras nas mãos gritavam palavras de ordem contra essa “hipocrisia do dia da mulher”. Um terceiro grupo dá de ombros a essa fanfarrice toda e segue o baile.
No frigir dos ovos, muito provavelmente existem outros espectadores disso tudo, iguais a mim, sem saber se vão ou se ficam, se ficam ou se vão. Se desejam alguma coisa, se falam, se mandam flores, chocolates, se reservam uma mesa, se xingam, se manda à puta que as pariu as que não gostam, se aplaudem-nas, etc.
Somos inteligentes, pressuponho, mas acredito que numa sociedade ainda machista mas bem distante do que era, estamos com medo de enfrentá-las até nisso. E não é uma questão de guerra dos sexos, é só medo de levar uma vaia. Porque sempre tivemos, sem a menor sombra de dúvida, menos personalidade ou segurança nisso. Não generalizo, apenas faço estatísticas daquilo que observo.
E apesar de a estatística ser a ciência que expreme os números até que eles confessem qualquer coisa, vale lembrar que há uma linha tênue que divide a personalidade de alguém de um rotweiller raivoso e faminto, rosnando por qualquer coisa. E agir como um cão desses é dar tiro no próprio pé.
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Tags: dia da mulher, dia internacional da mulher, mulheres, Twitter
Eu já pensei nisso várias vezes, mas é a primeira vez que vejo outra pessoa falar disso. Acho Florianópolis um nome feio, além de ser difícil de dizer por turistas estrangeiros, e o potencial turístico da cidade é enorme. Sempre gostei mais de “Floripa”, e de quebra tira esse vínculo com o Marechal.
Uma data extremamente machista, mas o que me assusta é o número de procuras atrás do “Dia do Homem”. Que não deixará de ser bem boiola! Ah, sim! Gostamos de rotular e classificar pessoas.