Hoje pela manhã, já desanimado de encontrar um atendimento satisfatório em algum hospital público ou posto de saúde para verificar uma dor abdominal que vinha sentindo, procurei uma clínica particular. O diagnóstico foi tranquilo, uma infecção intestinal básica, causada por algum cachorro-quente de algum tiozinho da unha preta da esquina, provavelmente. Receita, atestado médico, repouso, hidratação e Buscopan pra dor.
Na volta pra casa, após o pequeno desfalque financeiro, tive um sentimento muito ruim em relação à saúde pública. Este sentimento foi causado porque eu cheguei a conclusão de que o atendimento na clínica particular foi rápido, o médico se preocupou com o meu problema e o diagnóstico foi, em teoria, preciso. Isso é ruim? Depende.
Por um lado, é ótimo, claro, o meu problema de saúde vai ser resolvido e em alguns dias, segundo o médico, já estou pronto prá outra. Mas pensar que eu poderia ter este atendimento num hospital público me irrita. Não de graça, porque NADA é de graça no Brasil, esse hospital eu já pago, esse médico do hospital público só vai para sua casa de praia no fim de semana gozar dos seus dias de folga fora do plantão porque EU pago o salário dele, porque EU e porque VOCÊ, leitor, trabalhamos 3 meses no ano, em média, para custear isso.
Como se não bastasse, chegando em casa ingeri toda a gama de medicamentos que o posto de saúde NÃO me forneceu e que eu tive que pagar também, e vejo num telejornal local a notícia de que em Joinville, aqui no estado, foram presos funcionários públicos do setor da saúde e representantes comerciais de remédios e materiais cirúrgicos. A Operação Falcatrua, como chamou a Polícia Federal à serviço do Ministério Público, já prendeu os investigados por suspeita de uma fraude num valor aproximado de R$250.000,00. Pelo menos, a única sabida.
É de se espantar? Claro que não. Isso acontece no Brasil todo. Materiais cirúrgicos, remédios e materiais hospitalares de toda a sorte rendem gordas comissões às pessoas envolvidas com licitações e compra direta desses produtos.
Enquanto isso, salve-se quem puder. Agora só posso ficar doente no segundo semestre.
Por essas e outras, cada vez mais eu quero ir embora desse paisinho fuleiro.
Sair do pais é a solução mais facil…
Concordo com seu post 200%…mas só posso lhe disser o seguinte…eu estou vivo graças ao atendimento do SUS…
não sei ai em sua cidade, mas na minha, Fortaleza…se voce quiser um atendimento de Emergencia….em trauma…o SUS é a solução…
por favor observe…falei em EMERGÊNCIA e em TRAUMA…o seu caso relatado, não era de emergêcia e sim urgência, que é completamente diferente, nem era de trauma e sim clinico…nesses cassos….tambem por aqui a melhor solução seria o serviço particular…
mas se voce se quebrou ou se queimou o melhor hospital é o de emegêcia da prefeitura…foi la que fui atendido depois de um acidente de carro, e depois fui tranferido para um hospital do estado onde passei 3 meses hospitalizado e super bem tratado…fiz 3 cirurgias e salvaram minha perna, que foi condenada por medicos particulares chamados por minha familia…
por isso…se eu tiver uma dor de barriga…vou a um hospital particular…mas se me quebrar ou queimar….corro pro publico..
A Saúde está precisando de cuidados e mais atenção, por parte dos governantes.
Bom dia!
POSTO DE SAÚDE PARAISÓPOLIS -SÃO PAULO;
Gostaria de deixar um comentário referente ao posto de saúde do meu bairro,já estive lá por tres vezes e sempre a mesma história sempre está sem sistema;Isto é um absurdo;Não há como marcar uma consulta ou até mesmo fazer o cartão do Sus.
Att,
Carla Silva