É o cúmulo do absurdo o tal dos 10% cobrado por alguns estabelecimentos comerciais. Só no Brasil deve existir isso (alguém me confirma, please). Creio que o valor que um empresário do setor de alimentação investe em atendimento deve ser embutido no preço dos produtos, é valor agregado, é um serviço incluso. Ou você vai num restaurante e espera ter como opcional um péssimo atendimento?
- Senhor, o Sr. gostaria de ser bem ou mal atendido?
- Olha, hoje eu tô meio apertado. Por gentileza, me trate como um cachorro.
Hoje fui numa lanchonete conhecida de Florianópolis fazer um lanche e me deparei com dez porcento a mais em cima do valor da conta. O absurdo mesmo é que fui atendido por um garçom com cara de idiota e cheirando a sovaco vencido, o famoso cecê. Não criei caso, deixei passar, mas pra voltar lá pensarei duas vezes.
Aliás, na rua tinha um cidadão cuidando dos carros. O mais engraçado é que ele ficou puto que eu não dei uma gorja pra ele. E o mais engraçado ainda é que eu não usei o estacionamento do restaurante e nem deixei o carro na rua. Deixei no estacionamento da farmácia que fica do outro lado da rua; é claro, permitido, na ausência de placas informativas.
Acho que vou comprar mais um cachorro.
É triste mesmo esse negócio de 10 porcento. Como pode um refrigerante lata que custa 0,80 num supermercado (no atacado deve custar metade), ser vendida a R$ 3,00 e depois ainda ser acrescida de 10%. Acho que só no Brasil mesmo.
O pagamento dos 10% não é obrigatório, só pago quando sou bem atendido. Em alguns restaurantes, os garçons tem um salário fixo baixo, complementando a renda com as gorjetas (alguns afanam os trocados do garçom).
Quando o atendimento é ruim, eu não pago.
Como disse o Fábio, 10% não é obrigatório. Só paga se quiser. Mas a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. Quando você não paga, quem se ferra é o garçon. O estabelecimento fica sempre bem na fita.
Eu também só pago 10% se fui bem atendido.