Nos primórdios da minha antiga paixão pelo futebol — e pelo Figueirense — eu lia muito noticiário de esportes do DC. E quase que todas as segundas-feiras úteis do esporte, a charge do Zé Dassilva no Diário Catarinense era inevitável tratar da dupla de times de Florianópolis. Quando a vitória era do meu time, era a oportunidade de ouro: recortar e levar pros colegas de aula pra dar aquela gozada básica. Quando o revés, o humor sarcástico e impiedoso do Zé chegava a consolar, numa espécie de sadismo.
Zé Dassilva, que eu nunca desconfiei pra quem torcia — e se é que torcia — era o pesadelo e o sonho dos guris da minha época que tinham munição suficiente pras gargalhadas e choros de segunda-feira pós rodada do estadual.

Boa, Arthur!
Arthur Guedes Caminha trilha o mesmo caminho, me fez dar umas boas gargalhadas hoje com umas sacadas interessantes sobre o que vem acontecendo nos gramados catarinenses, em seu blog Charges do Futebol de SC. Assim como Dassilva, nas suas charges ele deixa de lado a paixão clubística e tenta entreter o espectador com ironias e brincadeiras mais das vezes contra o próprio sentimento. Avaiano doente que eu sei que ele é, já que é primo da minha namorada, deixa de lado o amargo de uma derrota e goza a própria paixão, nesse mesmo sadismo que outrora acalentou meu ex-amor pelo futebol guiado pelo Dassilva.
Boa, Arthur, parabéns pelo blog!
PS: enquanto escrevia o post, chega a notícia que ele foi citado na coluna de hoje do Roberto Alves, talvez a maior sumidade na história e na crônica do futebol barriga-verde.