… quando nossas mãos é tudo o que temos.
Já deixei claro aqui nesse blog o meu desejo de que neste país possamos andar armados. Se não deixei, deixo agora: eu anseio por uma arma. Não uma arma fria, clandestina, falo de uma legalizada, com carteirinha e certidão de nascimento. E antes que este post vire um bate-boca por causa das criancinhas estúpidas que se matam com as armas dos pais em suas próprias casas, deixo claro que morre mais gente em assaltos seguidos de morte (latrocínios) por não ter, de fato, uma arma, que essas nobres e estúpidas raparigas.
Em Joinville, um homem pulou um muro de uma residência pra furtar uma bicicleta. Foi pego com as calças na mão, como se diz por aqui, pegaram-no com a boca na boteja, como se diz allá. Por isso, ele foi linchado. Na ambulância, a caminho do hospital, teve uma parada cardíaca e foi pro inferno churrasquear com o capeta. Aliás, mande lembranças, já que é pra onde muita gente me manda após ler meu blog.
(antes de prosseguir, uma salva de palmas pra quem fez isso!)
Segundo a PM, o homem teria pulado um muro para roubar uma bicicleta. Depois que testemunhas viram, o homem tentou fugir, mas foi rendido. Com golpes de chutes e socos, ele teria sido agredido sem piedade.
Sem piedade. Taí outra expressão da notícia do ClicRBS que me fez brilhar os olhos. Piedade merece a dona Maria, aquela senhora de idade que fica no trevo da Av. Santa Catarina aqui perto de casa vendendo balas no auge dos seus 80 e tantos anos pra garantir uma graninha extra que o INSS não lhe provê. Piedade merece um trabalhador que sai de casa às 6h deixando mulher e filhos quando ainda estão dormindo pra um dia de trabalho e só volta quando eles provavelmente não estão mais acordados.
Vagabundo precisa ser tratado como vagabundo, e nada mais que isso é O CERTO. Não existem meias verdades, não existe furo no sistema, não existe sociedade hipócrita porra nenhuma pra um safado desses. Vagabundo precisa ser tratado como tal e eu prego isso sob qualquer hipótese, sob qualquer circunstância.
Hoje mesmo ao ir na padaria comprar um café da manhã, após deixar minha mãe no trabalho – com os primeiros raios da aurora rompendo a madrugada lá nos confins do firmamento – fui abordado por um mendigo que na negativa de conseguir algum trocado comigo, tentou argumentar que eu havia gastado 5 reais na padaria e não queria compartilhar com ele.
Ora, como esse puto sabe quanto eu gastei? Estava me “manjando”, o pulha. Vai me dizer que é vítima da sociedade? É vagabundo.
E só pra ser repetitivo: vagabundo deve ser tratado como vagabundo. E se o sistema não é correto com quem trabalha pra conseguir e deixa um vagabundo ceifar qualquer centavo do fruto desse esforço, o sistema é falho sim, mas conosco, não com essa corja que anda a espreita.


