Archive for the ‘Saúde’ Category

Não deixe pra amanhã a punheta que você pode bater hoje

terça-feira, fevereiro 3rd, 2009

Não sei se me considero um hedonista, e pra ser bem sincero eu nem sei direito sobre o que é ser um, mas eu gosto de curtir os prazeres que a vida me dá enquanto é tempo. Frequentemente sou vaiado nos posts em que falo mal dos vendedores de Herbalife, sob alegação de que eu, com meu sobrepeso, meu hábito de fumar e minhas gulodices, vou morrer cedo.

Pra ser mais sincero ainda eu não quero viver muito tempo. Me considero um chato da pior espécie, na velhice creio que esse estado de espírito elevaria a minha figura de persona non grata a enésima potência. Sem contar que viver tendo dores aqui e acolá, precisando de ajuda pra algumas tarefas ou simplesmente me privando das melhores coisas que a vida pode oferecer, realmente não me apetece.

E eu acho uma bobagem de marca maior estudiosos querendo alongar demais a vida das pessoas. Há quem queira viver mais, mas não por poder curtir mais tempo a vida, mas pra empurrar com a barriga enquanto pode a tal da morte. A morte é a palavra-chave da velhice. Ninguém tem medo de ficar velho, a grande e esmagadora maioria tem é medo de morrer. E, pra isso, passam a vida toda se preocupando com coisas bestas pra quando chegarem na velhice ficarem resmungando que a morte está chegando e que não aproveitou na juventude algumas coisas das quais se arrepende profundamente.

O exemplo de hoje vem da Inglaterra, onde pesquisadores da Universidade de Nottingham descobriram que os homens que tiveram uma vida sexual ativa ou que se masturbavam muito (especialmente estes), entre os 20 e 40 anos, são mais suscetíveis a câncer de próstata. A despeito disso, os homens que intensificaram sua vida sexual após os quarenta, tem nisso uma arma contra a doença.

Eu não vou nem entrar em detalhes de como os pesquisadores da tal universidade inglesa ficavam observando as trepadas e as punhetas, mas elevo a reflexão ao que eu falava no início do texto.

Mesmo o estudo não sendo conclusivo e precisando ser estudado com mais perícia, os nobres doutores querem dizer que você, caro leitor do sexo masculino, deve guardar consigo os seus hormônios e deixar para liberá-los na idade em que o seu corpo começa a se preparar para o segundo fato mais odiado pelo macho de respeito enquanto bicho semovente: a paumolescência.

Eles querem dizer, traduzindo pra miúdos, que enquanto você tiver a sua função erétil na mais perfeita harmonia com o seu cérebro, você deve segurar a onda, e deixar pra se acabar na putaria somente quando você quase estiver precisando de umas bagas azuis. É ou não é contraditório?

Fonte

Ganhe um livro bacana na faixa

segunda-feira, setembro 29th, 2008

Nesse momento você tá aí, malemolente, dando “mark all as read” pra maioria dos blogs dentro dos seus feeds ou então aproveitando os quinze minutos que lhe são de direito pela CLT para descanço, fumando aquele cigarrinho e dando uma olhada nos blogs antes de retornar ao trabalho.

Apesar de este post estar indo ao ar nos primeiros minutos da segunda-feira, você já deveria estar preparando o seu próximo fim-de-semana. Eu sei, você ainda pode estar de ressaca, o mal humor pode estar monarqueando o seu estado de espírito e tudo mais. Mas imagina que você pode ganhar um livro MUITO bacana, na faixa, sem pagar sequer o frete, garantindo o divertimento do próximo fim-de-semana
respondendo apenas uma pergunta que, COM CERTEZA, você terá a resposta:

Deus queira que não, mas de uma forma ou de outra, já passamos por algum problema de saúde, algum dia. A resposta você tem, com certeza.

Vá agora lá no blog da Renata Pinheiro, minha excelentíssima, responda na lata e concorra até terça-feira a esse livro que é um relato fantástico da Dra. Jill Taylor, uma neurocientista que teve um derrame (AVC) e que conseguiu se ajudar na própria cura.

Atestado médico – Divulgar ou não o CID

quarta-feira, agosto 6th, 2008

Antes de falar sobre atestados médicos e CID (Código Internacional de Doenças)[bb], eu preciso dizer que hoje conheci o céu. Há mais ou menos três meses eu sou cliente da Unimed e tirando uma consulta com oftalmologista, nunca havia precisado de nenhum atendimento médico pelo convênio. Logo, não sabia — praticamente — quais as vantagens de ter ou não um plano de saúde na hora do aperto.

Acordei com fortes dores na região abdominal e poucos minutos após chegar na empresa onde trabalho, vi que era realmente necessário procurar um médico. Quem me conhece sabe que eu não tenho frescuras e só procuro ajuda médica se o caso for realmente sério. Não por nada, é porque além de detestar perder tempo com bobagem, eu não gosto muito do ambiente de prontos socorros e coisas desse tipo. Talvez até seja trauma da época em que eu precisva enfrentar três ou quatro horas na fila do Hospital Florianópolis compartilhando a sala com motoqueiro acidentados com fratura esposta e gente quase morrendo. Enfim, o fato é que eu procurei uma clínica, da própria Unimed. Cheguei por volta das 9h e eu era o primeiro a ser atendido, ninguém na frente. Em menos de 10 minutos eu já estava na sala do Dr. Saint Clair e mais dez minutos começando exames de radiografias. Vinte minutos depois, de volta ao consultório, receita e atestado médicos na mão e fui pra casa. Como era clínico geral e o analgésico não resolveu, procurei um especialista de plantão numa clínica particular e em menos de vinte minutos já tinha os exames encaminhados. Se você acha que eu vou esperar dois meses na fila do SUS está enganado, tenho que terminar este post rapidinho pois preciso dormir e acordar às 6h pra fazer uma ultrassonografia logo cedo, também em clínica particular.

Você deve estar se perguntando: que diabos esse guri têm? Não é da sua conta. Mas não é por grosseria minha, é exatamente sobre isso que quero falar, sobre esse meu direito de dizer o que eu tenho, qual minha doença.

No final da consulta com o Dr. Saint Clair, ainda na Unimed, ele me perguntou se eu queria que ele registrasse no atestado médico o CID da doença diagnosticada. Fiquei indeciso, todo médico registra o código internacional de doenças no SUS e coisa e tal. Pacientemente explicou que existe uma lei que regulamenta essa atitude, que diz que cabe ao paciente avisar pra empresa do seu problema de saúde ou não. À empresa, basta saber que ele esteve ausente por motivo de doença e só.

Conforme a resolução 1.819/2007 do CFM (Conselho Federal de Medicina), publicada em 22 de maio de 2007, que proibe a colocação do diagnóstico codificado (CID) na papelada que sai do consultório (atestados, solicitação de exames etc.), cabo ao médico “Vedar ao médico o preenchimento, nas guias de consulta e solicitação de exames das operadoras de planos de saúde, dos campos referentes à Classificação Internacional de Doenças (CID) e tempo de doença concomitantemente com qualquer outro tipo de identificação do paciente ou qualquer outra informação sobre diagnóstico, haja vista que o sigilo na relação médico-paciente é um direito inalienável do paciente, cabendo ao médico a sua proteção e guarda.” (Art. 1º)

Além dessa resolução, o Código de Ética Médica, no seu capítulo IX, que trata especificamente sobre o segredo médico, diz:

Art. 105 – Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade.

Art. 108 – Facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso.

Em uma rápida busca no Google pesquisando sobre o assunto que o médico que me atendeu fez brotar curiosidade, percebi que não são poucas as empresas que EXIGEM dos seus funcionários o atestado médico constando a sua mazela, sob pena de não abonar a falta do mesmo. Conheço o escritório de algumas delas e e em todas, sem exceção, notei que junto a uma CLT[bb] (Consolidação das Leis do Trabalho) e publicação de leis trabalhistas, no setor de Recursos Humanos (ou Departamento Pessoal) existe sempre um sorrateiro livro do CID.

É uma puta de uma sacanagem uma empresa exigir que o trabalhador divulgue, por imposição, o motivo de sua doença. Saiba você, trabalhador, que chegou aqui lendo os feeds, por bookmark ou via resultado de alguma busca, que você PODE e eu INCENTIVO-O a ganhar alguma grana PROCESSANDO por danos morais sua empresa, caso exija essa informação, e o seu médico, caso não lhe pergunte se deve ou não divulgá-la.

Créditos da foto

Como parar de fumar?

segunda-feira, abril 7th, 2008

Aquela Chloe Marshall, a britânica gordinha candidata à Miss Inglaterra, é pegável, já disse isso em outra oportunidade. Mas longe de mim assumir que ela é exemplo para modelos de carreira – e se isso está certo não cabe a mim julgar, pelo menos não agora -, bem como não é exemplo para um tipo de vida saudável no melhor estilo propagandas-de-margarina-becel. Como então um fumante inveterado pode dar dicas de como parar de fumar, como posso eu no auge das minhas duas carteiras de Carlton diárias ensinar você, fumante de Derby de fim-de-semana, largar este maldito vício? De forma alguma quero te incentivar a fazer isso, muito embora você DEVA. Só não assumo publicamente (e nem o faço na intimidade) que gostaria que você conseguisse parar de fumar porque seria hipocrisia minha, e de boas intenções o inferno está cheio.

Pare de fumar!

Um amigo meu, o Richard, conta que deixou de parar quando além de decidir que era isso mesmo que ele precisava fazer (isso é importante!), instituiu o prazer em não na saciedade que um cigarro traz, aquela sensação de satisfação, tal qual quando comemos um belo de um churrasco após horas de fome estrogonófica, mas na vontade que ele sentia nos momentos de abstinência da nicotina.

Isso mesmo, ele começou a “curtir” muito mais o prazer de sentir a vontade, de pensar na saciedade que um cigarrinho após o almoço TRARIA, de se imaginar fumando mais um, do que a saciedade propriamente dita. Contou-me ele (e notei certa lógica no que relatou meu interlocutor) que desde a saciedade trazida pela droga lícita até a vontade de fumar o próximo, há um abismo de sensações enorme que se bem explorado pode ajudar o sujeito a deixar de ser fumante. Segundo ele, enfermeiro de formação, a nicotina fica em nosso sangue por cerca de duas horas e só depois desse tempo é que o nosso cérebro, no auge da dependência química, pede mais um. Neste interím a dependência psíquica – que já não é a necessidade da nicotina, mas o costume e o hábito, o ATO de fumar sem necessariamente precisar da droga – age de forma monstruosa e com um pouco de concentração, perseverança e capacidade de assimilar estas sensações, conseguimos aliá-la com o prazer e ficar livres desse mal.

Pra fazer um comparativo que de primeiro momento pode ser absurdo, porém válido, seria o mesmo que fazer o sexo convencional e o sexo tântrico, onde o prazer deste segundo não está no ejacular, chegar ao ápice, no fim, e sim aquela sensação de prazer prolongado, o de curtir e tentar levar ao máximo sem chegar nos finalmentes, aproveitar cada momento das sensações diversas que vão acontecendo com o ato. Foi desta forma que Richard, hoje saudável, sem cheiro de nicotina na roupa e sem os dedos amarelados pela ação das milhares de substâncias contidas em um cigarro, conseguiu se livrar das amarras da souza cruz.

E você, o que tem feito pra largar o cigarro?

Créditos da foto: Blog Eu Vou Parar de Fumar

Sexo faz bem a saúde

terça-feira, fevereiro 12th, 2008

Nem os evangélicos que, ao contrário do que pensa a maioria, descarta o sexo como um “esporte” prazeroso e benéfico para a saúde. Eles só não praticam em larga escala, com estranhos ou com fantasias da Tiazinha, por exemplo (caiam AQUI paraquedistas!), nem o fazem com uma pessoa conhecida apenas por uma noite, por uma aventura ou por um hobby.

Todavia é sabido que, mesmo sem você ter consciência de que uma trepadinha estimula todos os grupos musculares do seu corpo, pode queimar até as 300 calorias do jantar pré-nupcial por hora praticada e ajuda a previnir doenças cardio-respiratórias, o sexo gera prodígios grandiosos ao nosso bem estar se praticado com segurança e responsabilidade – proteção de doenças venéreas e gravidez indesejada.

Não pensam assim cerca de 50% dos ingleses que, perguntados por uma loja, disseram através da pesquisa que ficariam até 6 meses sem sexo por causa de uma TV de Plasma de 50 polegadas. As inglesas, diferentes das nossas brasileiras noveleiras, são mais quentes na cama e só um terço delas ficaria sem tornar acessíveis os meios seus pelo mesmo período de tempo.

casal na cama

É uma pesquisa que deve ser levada a sério sim, pois não é a toa que o National Health Service da Inglaterra, uma espécie de ANS britânica, está fazendo uma campanha para mostrar os benefícios da prática do sexo estimulando-os a molharem o biscoito não somente no chá das cinco, pontual e sistemático, mas nos chás de b…… – digo, quando suas parceiras estiverem disponíveis e usá-lo como exercício físico tal qual uma caminhada, meia hora na esteira ou uma volta de bicicleta.

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