Archive for the ‘Futebol’ Category

O problema da seleção NÃO é o Dunga

sexta-feira, junho 20th, 2008

Quando cheguei em casa ontem após o trabalho, deitei pra relaxar e assistir o telejornal local. Lá pelas tantas uma reportagem falando que alguns jogadores da seleção brasileira estavam aportados aqui em Florianópolis ontem para uma festa que aconteceria no badalado Jurerê Internacional, bairro conhecido na cidade pelas mansões de ricaços de todos os lugares do mundo. Primeiro mostraram a frente de uma churrascaria chique na Avenida Beiramar Norte, onde estava estacionada uma limusine Mercedes Benz, preta, veículo que estava fazendo o traslado dos nobres atletas. Naquele momento, é claro, eles almoçavam tranquilos com a churrascaria aberta somente pra eles e outro casal de clientes.

Depois, foram ao shopping, O esquema de segurança, como você deve imaginar nobre leitor, era forte. As lojas em que os pimpolhos que jogam na europa passavam, eram fechadas. Entrevistada, uma atendente de uma loja de calçados falou que Robinho comprou dois pares de tênis. Diego, 3. Cada par a 500 reais, em média.

Não vou questionar as extravagâncias dos queridinhos, claro que não. O dinheiro é deles e, como sabem, cada um joga dinheiro fora onde bem entende, mesmo eu tendo apenas dois pares, um está furado e eles devem durar pelo menos mais uns dois meses.

Entretanto, o que me deixa PUTO da vida, é verem os caras jogarem da forma que vem jogando, estarem num bem bom e esse monte de trogloditas vaiar o Dunga no estádio. Um bando de analfabetos que nunca pegaram um livro na mão (Boa, Prates!), chamando um técnico de burro. O Dunga, a essas horas, deve estar com a cabeça inchada. Já os novos milionários estão por aí na gandaia, cagando e andando para o vexame que deram contra Venezuela, Paraguai e Argentina curtindo um pagode em Jurerê.

É uma falta de comprometimento com a situação que deus-me-livre. Não digo que eles tenham que ficar amuados num canto chorando as pitangas. Mas saí por aí fazendo festa enquanto a seleção passa por maus bocados, é dose. No mínimo, que não desfilassem com sorrisinho de guri insolente, que fez estrepolia e o pai não botou de castigo.

Por essas e outras que eu acho que quem escala a seleção é a CBF. Pra alguns, não há mais a menor dúvida.

Eu vou virar a casaca!

segunda-feira, abril 21st, 2008

Na gíria do futebol, quando alguém é conhecido por torcer para um time e aparece com a camiseta de outro ou mesmo no estádio do inimigo torcendo de forma eufórica para o alheio, dizem que o sujeito “virou a casaca”. A decepção de um amigo, mesmo que torcendo para o rival, ao ver o sujeito virar a casaca, é parecida quando um pai descobre que a filha é prostituta ou o filho é traficante, com a ressalva de que nestes casos apesar dos pesares ainda há um retorno financeiro implícito.

Por 24 anos da minha vida eu torci para o Figueirense, mas nos quatro últimos anos não frequentei um estádio de futebol. Há um bom tempo não vou no Orlando Scarpelli por motivos familiares, um assunto de foro íntimo que não cabe neste post, talvez num outro. O fato é que não deixei de torcer para o Figueirense. Mas um fato me incomoda, e esse eu não tenho vergonha de compartilhar: há exatos 8 anos eu não tenho uma camiseta do Figueirense.

A Umbro assumiu o patricínio do material esportivo do clube de Florianópolis em 1999. O primeiro modelo por ela fabricado e distribuído eu devo ter guardado em algum armário se já não virou comida para traças, mas o fato é que essa empresa não fabrica camisetas em tamanhos “especiais”, o que faz este nobre sujeito gordo que sou ficar impossibilitado de ter uma. São 8 anos a fio procurando as lojas na vã esperança de que pudesse, em algumas das renovações semestrais de material esportivo do time, tê-la.

Portanto eu decidi que viro a casaca. Viro mesmo, não estou nem aí, podem falar o que quiser, pode o meu pai infartar denovo por causa do Figueirense (uma pista para os 4 anos sem estádio) que eu não ligo. O primeiro torcedor que disser que o seu clube vende camisetas em tamanho grande, não sendo do rival Avaí — porque torcedor do Figueirense que se preze é muito mais anti-avaiano do que alvinegro –, eu torço.

Ontem visitei o Shopping Itaguaçu e provei uma do Internacional de Porto Alegre, time que quando pequeno eu tinha uma certa simpatia e admiração. Até já tive, na mais tenra idade, uma camisa do Inter, quando ainda era patrocinado pela Coca-Cola, comprada direto do Beira-Rio pelo advogado da empresa que meu pai trabalhava, colorado uma barbaridade. A camiseta serviu (!) mas como o tecido usado neste tipo de material é muito fininho, ela colava no corpo e fazia um estilo “mamãe sou forte”. Mas já sei que o tamanho 5G (XXXXXL) serve. Já tinha até me convencido de deixar R$165,90 lá na loja, à vista. Pena.

A proposta está feita: se você é fanático por futebol e quer ganhar um torcedor pro seu time, é só ele ter uma camiseta pra gordo. Afinal, os brutos também amam. E torcem.

Figueirense, campeão da Copa São Paulo

sexta-feira, janeiro 25th, 2008

Que fique registrado neste blog, que o Figueirense, meu time do coração, venceu hoje a equipe do Rio Branco por 2 à 0 na partida decisiva da Copa São Paulo, se tornando o primeiro campeão catarinense em 39 edições do torneio disputadas.

O Figueirense, time até então desprezado por muitos, não é estreante no maior campeonato de juniores do Brasil, mas conquista o primeiro título nacional para o clube, após o vexame a derrota no ano passado para o Fluminense pela Copa do Brasil, na final, já na categoria profissional.

Figueirense Futebol Clube

Aqui manifesto publicamente os meus votos de parabéns à todo o elenco do Figueirense Futebol Clube, à diretoria, à sua torcida e, em especial, ao treinador Rogério Micali, meu vizinho e amigo. Anotem bem este nome, entusiastas do futebol brasileiro. Esse cara vai longe.

ps.: queridos editores do portal Terra: na página do Figueirense, quem escreveu o hino não foi Lamartine Babo que, provavelmente, nunca esteve em Santa Catarina nem conheceu quem diabos era Figueirense.

Mediocridade

sexta-feira, setembro 28th, 2007

Naquela fatídica partida entre Botafogo x Figueirense, no Maracanã, válido pela semi-final Copa do Brasil deste ano, o dirigente do time carioca, Carlos Augusto Montenegro, chamou o time catarinense de medíocre. Eu fiz um artigo no Fim de Jogo sobre o ocorrido, mas transcrevo aqui a parte que me interessa:

O time deles é medíocre. Nossa previsão era de fazer quatro ou cinco gols no primeiro tempo, e o pior é que fizemos. A bola não bateu na trave, não correu na linha, nós fizemos. O Figueirense não passou do meio-de-campo.

Ontem o mesmo Botafogo do mesmo Carlos Augusto enfrentou o River Plate  pelas oitavas-de-final da Copa Sulamericana. O Botafogo tinha a vantagem e ainda começou com vantagem numérica no placar. Ganhando por 2×1, o Botafogo ainda poderia levar dois gols e o River precisava de pelos menos três. E conseguiu. O time do mesmo dirigente que chamou o Figueirense de medíocre, não conseguiu não levar TRÊS gols tolos e manter a classificação.

Quem é medíocre agora, doutô?

Maria Eliza Correa Barbosa

domingo, setembro 23rd, 2007

Quem achava que Ana Paula de Oliveira era a única bandeirinha batendo um bolão nos gramados do Brasil, está enganado. Maria Eliza Correia Barbosa é a mais nova sensação do público masculino aliando as duas maiores paixões nacionais: Futebol e Mulher.

Com 27 anos, a assistente de arbitragem paulista já atuou em dois campeonatos brasileiros e está no seu terceiro, sendo nos dois últimos 19 partidas bandeiradas. Segundo entrevista à VIP de maio deste ano, nunca lhe faltou respeito por parte dos jogadores e o pagamento é igual ao dos homens colegas de profissão.

Maria Eliza Correa Barbosa Bandeirinha

E as fotos dela na Playboy, cadê? Tomara que não seja outra decepção igual à Ana, photoshopada mais que o normal.

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