5 bons motivos para eu não morar na praia em Florianópolis

Que eu não gosto de praia, você já sabe. Sabe? Pois é, acho um troço muito chato você sair cedo de casa para garantir um espaço na… areia! Isso é coisa de gato, que diga-se de passagem bichano boiola. Você sai as pressas com cara de sono pra evitar filas imensas e congestionamentos estratosféricos para garantir uma vaga na grande bacia de preparo de de bife à milanesa. Ficar o dia inteiro torrando no sol e calor feito frango de padaria realmente não me apetece. Isso é coisa de pobre. Rico toma sol na piscina, ou mesmo num balneário CHIQUE, mas no quintal gramado de sua mansão ou naquele mini lounge na área de lazer do imenso terreno arborizado e com empregados servindo bebidas geladas e refrescantes.

Mas nada pior do que você morar num balneário de classe média. Isso sim, é coisa de emergente safado que não onde melhor aplicar seu dinheiro.  Por isso enumero cinco motivos pelos quais eu não moraria numa praia, ou teria uma casa de praia para veraneio.

  1. Em épocas de Natal, Réveillon e Carnaval, o lugarejo lota de turista gaúcho, paulista, paranaense e alvos de minha xenofobia de qualquer sorte que juram que estão nas suas metrópoles barulhentas e sujas e querem transferir essa sua frustração pra cá. Eles ficam o ano inteiro cheirando merda do Tietê e vem encher o saco num lugar tão lindo, tão calmo, soltando aquelas merdas de foguetes, fazendo baderna em locais públicos e compensando o pau pequeno com o som e motor potentes do carro barulhento incomodando a vizinhança pacífica, ordeira e impotente perante o caos.
  2. O custo de vida nestes lugares aumenta vertiginosamente por conta desse bando de chatos que vem pra cá pagar 90 reais num prato de camarão à milanesa achando que tão arrombando a boca do balão. Se eu te contar que o dono do restaurante tem um custo bruto neste prato de 20 reais, vocês acreditam? Putz, estraguei, era segredo :)
  3. Aqui em Santa Catarina, particularmente, falta água nas praias quase todos os dias, também por conta da população que triplica com a temporada de verão. A infra-estrutura de uma forma geral fica precária. A não ser, é claro, quando é para atender o famigerado turista. A população local que se dane.
  4. A minha xenofobia
  5. Falta de grana

Agora se fosse cheio da grana, moraria em Jurerê Internacional, um bairro onde não existem muros, a população é ordeira (também pudera, só mora rico, gente de nível) e foge aquele visual de gente pobre emergente que se acha alguém na vida.

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3 Responses to “5 bons motivos para eu não morar na praia em Florianópolis”

  1. Canha disse:

    Ah praia…eu tb odeio.
    No meu caso, é agorophobia mesmo. Fobia a pessoas.
    Todo mundo vai pra praia afim de fugir da cidade, e acaba encontrando com todos que moram na mesma cidade lá. Além de sempre voltarem reclamando das filas gigantes de tudo, do excesso de gente, da música ruim (durante o carnaval é terrível).

    Argh.

  2. Daniel Becher disse:

    Canha,

    Acho que você definiu melhor minha fobia. Vou começar a definí-la como agorafobia mesmo.

    Não que eu seja totalmente anti-social, mas é chegar perto de certos tipos de gente que eu começo a coçar.

    []s

  3. lucas disse:

    mas…
    e quanto custa morar em Jurere?.. Tão caro assim?…

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