Archive for janeiro, 2009

Os artistas que você gosta, cagam igual a nós

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

Vocês conhecem o Analista de Bagé? Personagem criado por Luis Fernando Veríssimo, já faz parte do folclore riograndense, mas que muy bién retrata a estampa do índio xucro nascido naqueles pagos. Quando uma das formas ortodoxas (freudianas uma barbaridade, sustenta o doutor!) não dá certo com um paciente, ele tenta apelar para alguns subterfúgios; alguns deles estão no dito popular de Seo Adão, pai do analista. Um dos adágios conhecido do velho Adão é que, rimando, “Puro-sangue ou bagual, a bosta é igual”.

Não é nenhuma pérola da escatologia, Adão quer dizer o mesmo que dizia minha finada avó: a nossa merda é igual a de qualquer famoso, não somos menores, via de regra, que eles.

Mas dou esse volteio e não digo pra que venho. Alias, agora digo: estava vendo a lista de exigências da cantora Madona, quando veio ao Brasil recentemente.

madona

Madona pediu aos organizadores dos seus shows no Brasil, nada menos que uma suíte presidencial na cobertura do Copacabana Palace com espelhos espalhados. Pediu ipod, fax, TV de 42′ (plasma), ventilador gigante. Lavadora de louças, mesas e cadeiras para funcionar como lanchonete próximo ao seu quarto (já deu pra notar que ela quis um andar só pra ela). Em todos os ambientes que passaria, ela pediu spray de Vanilla. Pra comer, só carne de NY ou Londres, nada local. Frutos do mar, apenas animais com barbatanas e escamas (um bobó de camarão estava fora do cardápio).

Na garagem, ela quis um Audi A8 pra ela e um Q7 para os filhos (ambos blindados). Para os seguranças, a cantora solicitou nada menos que cinco audis A6.

Como se não bastasse tanta extravagância, apenas 13 pessoas poderiam ter acesso à ela. Ninguém mais fala com a beldade, que caga e peida igual a nós, reles e pobres mortais.

O que eu mais acho engraçado nessa história toda, é que o artista passa anos tentando construir uma imagem às custas do povo. É o povo que compra os discos, é essa gente das mais diferentes classes sociais e cores de pele que gera a demanda necessária para o sucesso. E quando atinge o mais alto patamar da fama, ignora o povo, esbanja na cara dos fãs e dá uma banana pra quem quiser, mesmo que distante, uma foto exclusiva.

É por essas e outras que eu não curto música desses cabeças-de-pinto. Eu gosto de artistas de verdade, aqueles que vão onde o povo está. Não só quando é oportuno pra firmar na carreira ou coisa desse tipo.

Alguém da Globo vai ser demitido hoje

terça-feira, janeiro 20th, 2009

Hoje a tarde, já liberaram o nome da moça que foi eliminada no paredão de hoje, numa notícia publicada antes da hora.

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Pra quem acredita que o Big Brother é um jogo de cartas marcadas, já é um prato cheio. Eu prefiro acreditar que o estagiário da redação fez três artigos, um falando sobre cada possível eliminado.

Após o programa e a divulgação do eliminado, a poucos minutos atrás, a notícia foi pro ar sem mesmo saberem a porcentagem da votação que ceifou a chance de Michelle vencer o prêmio de 1 big korn. Provavelmente ele acompanhou pela TV, como qualquer reles mortal, não teve informação privilegiada, uma vez que somente alguns minutos depois do nome do eliminado é que disseram a porcentagem, pra não divulgar para os membros da casa, uma vez que era paredão triplo.

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Bueno, alguém deve perder o emprego hoje.

Como perder o medo de voar: acabando com a fobia de avião

terça-feira, janeiro 20th, 2009

Neste fim de semana, visitando o aeroclube de Santa Catarina, um dos instrutores de vôo comentava que existem duas diferentes fobias quando se viaja de avião: o medo de altura e o medo de voar. Pensando rapidamente, acabamos não distinguindo uma coisa da outra, mas não é a mesma coisa. Conheço muita gente que não entraria numa reles roda gigante de um parque qualquer, mas toda semana faz a ponte aérea Rio -- São Paulo como quem pega o carro e leva os filhos pra comer um cachorro quente. Há também os que frequentam montanhas russas mas ao ouvir o barulho de uma turbina, urina nas calças. É relativo.

Faço essa introdução para apresentar a vocês a novidade da Lynx Jet: tratamento especial para clientes com medo de altura, medo de voar ou fobia de avião. São profissionais especialmente treinadas para lidar com situações de pânico nos passageiros portadores destes problemas, preparadas para enfrentar qualquer situação enquanto o avião está no ar. Veja o vídeo de apresentação:

É a tecnologia aliada a ciência a serviço da vida!

Pousando no Princesa Juliana, em St. Marteen

terça-feira, janeiro 20th, 2009

Saint Marteen é uma ilha do Caribe. Uma linda ilha, diga-se de passagem. A ilha de 87 quilômetros quadrados é dividida entre a França e as Antilhas Holandesas. A 300km de Porto Rico, St Marteen tem um dos aeroportos mais incríveis do planeta. A pista é normal, a sala de embarque e desembarque são comuns, nada na estrutura de passageiros ou coisa assim. Acontece que o Internacional Princesa Juliana fica na beira da praia, e proporciona aos banhistas uma diversão extra antes, durante e depois o banho de mar.

Neste vídeo, um Boeing 747 faz a aproximação e aterrisa:

Estas imagens, na verdade, mesmo que não por vídeo, são bastante conhecidas. Circula por aí alguns powerpoints com imagens de aviões pousando neste aeroporto. Mas o vídeo a seguir,de um Gulfstream G450 fazendo o mesmo, porém com vídeo gravado do cockpit do piloto impressiona bastante também:

Os turistas que vão à ilha, até inventaram um novo esporte: resistência do deslocamento de ar das turbinas dos aviões que vão para decolagem (jet blast).

Visitar esta praia é, sem dúvida, o sonho de consumo de qualquer entusiasta da aviação civil.

O Airbus A320 da US Airways NÃO caiu

quinta-feira, janeiro 15th, 2009

Eu posso estar falando a maior besteira do universo da aviação. Eu posso estar indo contra a etimologia da palavra CAIR ou mesmo indo contra as regras básicas da física. Este pode ser a maior bobagem já publicada neste blog, mas mesmo assim eu vou falar o que eu acho sobre o acidente ocorrido hoje com a aeronave Airbus A320 da empresa US  Airways, quando fazia o vôo Nova Iorque / Carolina do Norte, número 1549.

Muitos jornais estão divulgando, inclusive portais da Internet como o Terra, que o avião CAIU no Rio Hudson, próximo a Ilha de Manhattan. Ainda não se sabe o motivo do acidente, muitos dizem que foi uma ave (será um urubú? urubú ainda tem acento? já teve um dia?) que entrou na turbina e provocou uma pane no motor da aeronave.

Curiosidade: a primeira foto do avião no lago Hudson foi publicada no Twitter (twitpics). Via Cardoso

Curiosidade: a primeira foto do avião no lago Hudson foi publicada no Twitter (twitpics). Via Cardoso

Entretanto, quando um avião, de fato, CAI, isso quer dizer que o comandante perdeu completamente o controle. Relatos de quem acompanhou o ocorrido dizem, pelo próprio Terra, “É muito difícil pousar na água porque ela vira uma parede de concreto nessas situações. Tem que pousar em um ângulo certo e com controle absoluto. Não pode descer a asa primeiro, de bico, como se estivesse pousando (em uma pista)”. O próprio Ernesto Klotzel, especialista americano em avição comercial, diz que o piloto precisa ter o controle total da aeronave.

É certo que TOTAL ele não tinha; talvez parcial, uma vez que sem uma turbina, a outra acaba não sendo muito útil e não tendo a propulsão suficiente para que o ar passe sob as asas e dê a sustentação necessária. Todavia ele também não perdeu essa sustentação por completo, o que na aviação chamam de “estolar”. Traduzindo em miúdos, ele não tinha potência nem pra subir nem pra manter altitude, porém controlando nos ailerons (direcionamento horizontal), flaps, leme e profundores (direcionamento vertical) ele tinha, em mãos, um planador tamanho gigante; o piloto nada mais fez que manobrar um planador. Se ele tivesse próximo um aeroporto, conseguiria fazer um pouso (dentro do possível) normal. Teria dificuldades para freá-lo, já que muito provavelmente um dos reversores não funcionaria, mas ainda teria o freio aerodinâmico (os famosos spoilers, os que faltaram no avião do mesmo modelo da TAM, no ano spoiretrasado).

Peraí! Ele caiu OU ele pousou?

Peraí! Ele caiu OU ele pousou?

Se ele tinha controle do avião, conseguiu planar até o lago e lá fez uma espécie de aterrisagem, eu só posso concluir, como um amador da aviação e devoto do Flight Simulator muito-praticamente, que o que aconteceu hoje na cidade de Nova Iorque não passou de um pouso forçado em local não apropriado.

Se foi queda ou pouso forçado, foi GRAVE do mesmo jeito. Vidas humanas estavam em risco e eu tenho ciência disso. O importante, é claro, é que as mais de 150 pessoas entre tripulantes e passageiros que estavam a bordo do jato foram retiradas com vida por embarcações e helicópteros. Mas eu não poderia deixar de registrar o que considero ser ignorância e sensacionalismo fulo.

Nota do autor: uma queda com uma aeronave deste porte, mesmo na água, provavelmente não deixaria sobreviventes.

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