Até mais, e obrigado pelos peixes!

junho 16th, 2011

Tudo tem seu tempo. De nascer, crescer e, inevitavelmente, morrer.

Morre com esse último post o velho Blog do Becher, hoje conhecido como Maragato. Mas não morre o que aqui escrevi, as idéias e convicções que permanecem, ou as que mudei de opinião ao longo destes 4 anos e meio escrevendo a vida alheia, não morrem os amigos e as alegrias que fiz através deste blog e os bons momentos que ele me proporcionou.

Por causa deste blog conheci pessoas importantes e também tive oportunidade de mudar o meu rumo profissional. Por causa dele eu sou totalmente diferente do que eu era em novembro de 2006.

Eu continuo com outros blogs, não estou parando de blogar, apenas dando a este o seu devido descanso e reconhecendo que ele não tem mais gás pra continuar sozinho.

Gostaria de agradecer a cada um individualmente que passou por aqui e fez diferença na minha vida, mas seria bem injusto e esqueceria outros tantos.

Então até mais, e obrigado pelos peixes!

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Maragato de meia pataca

maio 7th, 2011

Fui ao cardiologista. Cheguei antes dele, era a primeira consulta. Ele adentrou a clínica como um corisco, parecia pingo de tiro em carreira. Imaginei até uma cancha reta no corredor que vai direito ao consultório. Sentei, ele já largou um “buenas!”. Um “buenas!” identifica sempre a origem do sujeito, é perto da fronteira, não tem as bardas da capital, coisa e tal. Pensei: tá tranquilo, o churrasco tá garantido e ele não corta. Acertei em cheio.

A consulta ia indo assim, aquela coisa, e num momento bate-papo sobre churrasco, ele falou que era gaúcho e que um dos maiores problemas era tirar o “sal”.

  • O sr. é gaúcho de onde?
  • Alegrete. E maragato, por isso o jeito meio rude. E sustento o jeito.

Depois veio aquele papo de todo médico querer te cortar as coisas boas da vida:

  • Chê, tu tem que maneirar no sal… churrasco só lá uma vez ou outra, tira isso. Quando tu for comer uma carne, frita ela na água, faz grelhado, não põe sal, ajeita nos temperos…
  • Grelhado, é?
  • Claro, ché… mais saudável, um franguinho grelhado, pimentinha de leve…
  • Tu é gaúcho, né?
  • Sim. E bem parido.
  • Maragato mesmo?
  • Tem dúvida? (já puxando o estetoscópio como quem dá de mão numa prateada, pronto prum quero)
  • “Historiemo”, então… é 11 de setembro de 1836,  “tamo” eu, tu e os farrapo lá no Campo dos Menezes, chega o Antônio de Souza Neto e ele vai proclamar a república riograndense. E ele o faz. Todo mundo contente, se “bamo” pro Arroio Seival tomar uns trago e comemorar. Aí então o General olha pra ti e diz: Dotô Fulano de Tal, faz aí um franguinho grelhado e uma saladinha bem colorida pro exército. Tu ia peleá por um cara desse?
  • Alla, maula! Te fecha, seu catarina atrevido! Tu conhece o Analista de Bagé?
  • Dotô, meu joelho é maior que o teu…
  • Alô, Carolina… traz o próximo paciente.

Eu confio até num cardiologista safenado, mas não num gaúcho que não come churrasco. Maragato de meia pataca.

PS: essa é uma história fictícia. Ou não.

 

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Sobre o tempo

maio 4th, 2011

O Jayme Caetano Braun, xirú velho da Timbaúva, hoje região da Bossoroca/RS, é o meu poeta preferido. Não tive oportunidade de conhecê-lo em vida, mas ele me ensina diariamente através dos seus inúmeros escritos e músicas repetidas na voz dos cancioneiros gaúchos.

Jayme é aquele avô que nunca morre, não corcoveia… mas te dá uns puxões de orelha, toma um chimarrão contigo e te aconselha através de décimas e payadas.

Ensimesmado com alguma coisa esses dias parava pra pensar sobre o que é o tempo, na definição filosófica e até nas explicações da física. Daí entra em cena o shuffle do iTunes e começa a tocar “Do tempo”, poesia do Jayme.

De relancina num trecho, com aquele ar de velhos amigos, ele diz:

Tempo é alguém que permanece
Misterioso impenetrável
Num outro plano imutável
Que o destino desconhece
Por isso a gente envelhece
Sem ver como envelheceu
Quando sente aconteceu
E depois de acontecido
Fala de um tempo perdido
Que a rigor nunca foi seu.

E no final ele já vai terminando, num tom de despedida e pesar, como quem aprendeu a duras apenas sobre o intangível:

Guardar dias pro futuro
É sempre a grande tolice
O juro é sempre a velhice
E de que adianta esse juro
Se ao índio mais queixo duro
O tempo amansa no assédio
Gastar é o melhor remédio
No repecho e na descida
Porque na conta da vida
Não adianta saldo médio!

Taura!

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Se Osama fizesse monitoramento nas redes sociais…

maio 2nd, 2011

Prato cheio pra turma da Social Media. Anotem o que estou dizendo: você vai ouvir falar sobre isso numa palestra sobre mídias sociais como exemplo da importância das relações no Twitter, Facebook, Orkut, wathever com o seu negócio/projeto.

Ontem quando as forças americanas chegaram em Abbottabad, cidade onde foi capturado e morto o líder do Al Qaeda Osama Bin Ladden, um profissional de TI anônimo twittava sobre a movimentação na cidade. O nome dele é Sohaib Athar, ou @ReallyVirtual no Twitter.

Às 18h (Brasília), por volta de 1h da manhã nos arredores do Paquistão, Athar diz: “Helicópteros pairando acima de Abbottabad 1h da manhã (é um evento raro)”. Depois disso, mais algumas twittadas e o rapaz ficou conhecido como “O cara que narrou a morte de Osama no Twitter ao vivo sem saber”.

As primeiras piadinhas já dizem: “se Osama Bin Ladden fizesse monitoramento das redes sociais (buzz monitor), ele poderia estar vivo”.

Sad. But true.

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Onde estava Osama Bin Laden? Perto, claro

maio 2nd, 2011

Todo mundo achava que ele estava longe, todos criam que ele estava muito bem escondido, mas no final das contas Osama Bin Laden estava nos arredores de Islamabad, a capital do Paquistão.

O trololó vai começar e as piadas já rondam o Twitter.

Acharam o Osama, mas a BR 101 ainda não tá duplicada.

Pô, Oscar Niemayer ainda tá aí…

Onde está Wally?

A dica é: nesta segunda-feira, desligue o seu Twitter.

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